Eu já desabei há muito tempo. À noite, no meu quarto, na hora do banho e sempre que ninguém está por perto. É quando fico vulnerável. É quando posso chorar sem medo de julgamentos. É quando confesso que o peso que carrego sobre as costas dói mais do que aparenta. Nessas horas não preciso ser forte. E também não preciso fingir que sou.
Vou contar um segredo: Não dormi a noite inteira, estou virado. Mas xiu! Ninguém precisa saber além de mim e você, estamos combinados? Espero que sim. Por favor, não entenda mal, tentei dormir. Revirei na cama, contei carneirinhos, eles me contaram. Nós rimos juntos. Eu disse que sentia saudades e pedi que não espalhassem. E quer saber? Eles são ótimos com segredos. Levantei e contei as estrelas do céu, mas não deu certo. Sentei e li um livro, mas nada de sono também. Uma coisa curiosa sobre a noite, é o silêncio natural que surge dela e a forma mágica que ela tem de fazer com que as lembranças nos invadam. Quando percebi isso… chorei. Não um choro comum, e sim aqueles que vem de dentro. Lágrimas que escorrem pelos olhos, porém foram derramadas pelo coração. Estranho e sem sentido isso, né? Mas depois de rir com carneirinhos, o que faz sentido então?
De tempos em tempos dou uma pausa no drama excessivo e viro do avesso pra me tornar essa pessoa calminha, despreocupada e de bem com a vida. Só até me cansar e correr de volta pro olho do furacão. Sou meio inconstante, pode-se dizer assim. Uma hora quero calmaria e na outra quero tempestade. Pra falar a verdade, nem sei o que eu quero. Vivo pra descobrir isso.
Sinto meu corpo, cada pedaço dele sobre a cama. Esticado como se as extremidades tentassem alcançar algo que ainda não sei. E assim bem reto fico olhando para o teto. O olhar paralisado em algum ponto, uma mancha sem tom bem em cima da minha cabeça. A tempestade lava o mundo lá fora enquanto por dentro de mim sinto o fogo me queimando, devastando cada pensamento, cada sentimento do meu coração.
E então eu penso em você. Penso e adormeço. Penso e acordo. Penso e levanto. Me alegro e penso. Fico triste e penso. Quero dividir cada vitória, cada conquista, cada passo, cada derrota, cada erro, cada tudo. Isso é amor? Não sei, mas acho que é. De qualquer forma, fica ciente: nunca senti por ninguém essa imensidão que sinto por você. É o que me faz andar para a frente, o que me faz viver, o que me faz morrer, o que me faz pensar em dias mais promissores.
Não negue, sempre vai existir algo ausente dentro de você. Detalhes, rastros, pistas, planos, sonhos, futuros, lugares, imagens claras, lindas e fascinantes de uma felicidade passada. Tantas frases do livro da vida sem sentido que você teima em esconder. Você se fecha, se encarapuça dentro de um escudo de solidão com medo de sofrer. Não é desculpa, você já sofre, sempre vai existir alguém ausente, que é a mais presente dentro do seu coração.
E a gente não tem mais nada pra fazer a não ser dizer que tá tudo bem. Porque vai passar, passa. Só que antes de passar maltrata. E, entenda, a pior dor é aquela que ninguém vê.
Olha só, mais uma vez eu tentando ser feliz, mais uma vez me apaixonando por aquele sorriso, por aquele cabelo que mexe ao bater o vento, mais uma vez eu olho para aquele olhar e vejo que é realmente aquilo que eu procurei toda a minha vida, mais uma vez aquela voz me fazendo suspirar ao ouvi-la. O que é isso meu Deus? Todos os dias eu me apaixono perdidamente por aquele ser, aquela pessoa que me faz suspirar só ao ver uma foto, que me faz ter mil e uma lembranças ao voltar aquele local onde tudo começou. É normal se apaixonar todos os dias pela mesma pessoa? É normal você querer aquela pessoa 24 horas ao seu lado? E o pior, é normal você ter que deixar a pessoa ir embora pelo medo, pela fraqueza, pela angustia de não poder falar o que sente realmente? Muitas vezes achei que falar que não sentia mais nada era somente uma forma de aliviar aquele sentimento mútuo, aquele sentimento que transbordava no meu peito, e eu digo e repito “pode aparecer milhares de pessoas nesses mundo, o meu coração, o meu foco, o meu suspiro apaixonado, o meu sentimento transbordado no peito vai ser sempre pra ti”.
— Somente mais uma forma de desabafo… (via cutivar)
Há lugares dos quais vou me lembrar por toda a minha vida, embora alguns tenham mudado; alguns para sempre, e não para melhor. Alguns já nem existem, outros permanecem. Todos esses lugares tiveram seus momentos com amores e amigos, dos quais ainda posso me lembrar. Alguns já se foram, outros ainda vivem em minha vida. Amei todos eles.